quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Para ti...


Não te consigo perceber... Todos os dias me ignoras, as conversas tornam-se fúteis e nada consistentes nos conceitos; menos de noite em que te abraço, proclamo canções de amor em plenos pulmões e sussurro-te sentimentos ao ouvido. Talvez isso só aconteça porque estou a sonhar e aí tu não és tu, apenas uma forma criada por mim, imaginada por mim e que de tudo faz para que sejamos perfeitos.

Porquê a natureza não acompanha a minha paixão platónica? Escurece rapidamente, as ruas perdem a cor, as folhas caem decrepitas e infelizes e as aves migram para locais mais amenos e que convidam a uma vida mais confortável? Porquê?

Talvez seja um aviso... De que não está contra mim, mas sim, está comigo, e que quando chove, não é para me aborrecer e encher de tédio, mas porque quer dividir as minhas mágoas, e que as gotas de chuva querem se dissolver nas minhas lágrimas, pois juntas tornam a desilusão mais suportável.

Quando será que o sol chegará?

Ou será que vou ter que esperar por um fado mais optimista noutro lugar?

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