Abriu a porta.
A criança sorridente entra na cozinha cheia de sorrisos e com um batom na mão. Olhar traquinas chama a atenção da mãe.
- Pedro, que estás a fazer com o meu batom na mão ?
- Estive a desenhar nos lençóis da tua cama - sorria alegremente o pequeno.
Zás. O som da mão da mãe na cara do garoto foi demasiado alto. Pedro cai redondo no chão.
- Pára com a birra, levanta-te e vai tirar os lençóis na cama!
Nada acontecia.
- Pedro!?
Nada acontecia.
- PEDRO!? - grita a mãe em desespero, ajoelhada no chão como o filho nos braços.
O pai chega, ao ouvir os gritos e ver a situação liga para o número de emergência, e ao chegar a ambulância, esta vai directa ao hospital.
Mas nem foi preciso, a caminho o rapaz faleceu. Foi directo para a Morgue.
Durante o funeral foi muitos os olhares zangados de toda a família para a mãe de Pedro.
Finalmente, sozinha (pois o marido zangado foi dormir com a sua família), abriu a porta de casa, para dormir pela primeira vez desde aquela maldita manhã, mas quando abriu a porta do quarto, não aguentou tanta pressão, arrependimento e tristeza.
Dentro do quarto estava a cama com os lençóis todos no chão com as palavras amo-te e mãe, escritas a batom vermelho.
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