terça-feira, 24 de maio de 2011

Paixão Luso-Brasileira

Uma lágrima chorosa, caí do pranto das mulheres que no cais ficam a ver seus maridos, indo embora, sem bilhete de vinda. Partiam os nobres pescadores, orgulhosos do seu trabalho, numa casca de noz, rumo a destino incerto, à procura de um cheiro de canela e das demais especiarias. Depois do cheiro a morte na sua barcaça, aportavam no que seria uma Índia desconhecida. De penas na cabeça, confuso ao ver tais personagens chegando, os povos que um dia se tornaram irmãos, abraçaram o desconhecido e criaram novos horizontes.

Do outro lado do Atlântico, o pranto de falsas viúvas, inspiravam as bases do fado e da saudade. E em igrejas, preces era dadas a Deus sem esperarem um sim prometido.

O Fado, um xaile nas costas, uma música que brasileiro não dança. Portugal fazia história, não na História, mas sim nas histórias dos corações de um povo que tinha crescido emocionalmente, culturalmente e demograficamente ao acrescentar todo um povo irmão que, talvez nem sempre da melhor maneira, ajudavá-lo a crescer e desenvolver como uma potência mundial, coisa que o Brasil é agora.

E é agora, ao som de Deolinda que eu me recordo de vidas passadas, não Minhas, mas Nossas.

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